3 de abril de 2017 Comentários (0) Cicloturismo

Novo circuito para cicloturistas passa por 10 cidades do interior de MG

Com 408 quilômetros de extensão, passando por belas paisagens de 10 cidades do interior de Minas Gerais, o circuito “Volta das Transições” pretende atrair os amantes do pedal.

De acordo com informações do Ministério do Turismo, a rota foi estruturada no último mês e prioriza as estradas de terra que cortam os municípios do sul do Estado e que integram o Circuito Turístico Serras de Ibitipoca, entre eles Bia Fortes, Bom Jardim de Minas, Ibertioga, Lima Duarte, Olaria, Pedro Teixeira, Rio Preto, Santa Rita de Ibitipoca, Santa Rita de Jacutinga e Santana do Garambéu.

O nome do circuito foi escolhido por remeter às características do relevo, fauna e flora locais. O trajeto na Zona da Mata mineira passa por diferentes ecossistemas, como a Mata Atlântica e os Campos Altimontanos, incluindo serras, vales e planaltos.

Para preparar o circuito, os idealizadores do projeto fizeram as medições dos principais pontos por GPS e sinalizaram o caminho com placas georreferenciadas, que trazem informações como latitude, longitude, hidrografia, altitude, localidade e quilometragem.

O percurso completo, que começa e termina em Santa Rita de Jacutinga, tem 408 quilômetros e foi dividido em sete etapas, com pequenos trechos no asfalto. “Não é um roteiro para amador e teve um foco maior no Mountain bike. Há ciclistas que podem fazer uma etapa em dois dias, outros que fazem duas etapas em um dia. Enfim, o importante é estar bem informado sobre a altimetria e as distâncias. Mas a pessoa faz o roteiro como desejar, podendo começar em qualquer município, ou etapa, no tempo que quiser”, explica Felipe Teixeira, presidente da Associação dos Municípios do Circuito Turístico Serras de Ibitipoca.

Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

PARA FAZER O PERCURSO

Acesse o site Volta das Transições e faça sua inscrição. Você receberá por e-mail um protocolo de check-in. No documento há espaços para carimbos e dados em pontos específicos ao fim de cada etapa. Ao completar todo o percurso, o cicloturista envia uma foto do protocolo e recebe um certificado.
Na página também é possível encontrar link para baixar um aplicativo para smartphone com planilha de navegação, ter acesso aos mapas e detalhes de cada etapa.

Fotos: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

Santa Clara, uma das fazendas do caminho | Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

 

ETAPAS

Foto: Reprodução.

Etapa 1
Início: centro de Santa Rita de Jacutinga
Término: Rio Preto
Atrativos: Montanhas, margens do Rio Preto, cachoeira, vilarejos e Fazenda Santa Clara.
54,5 Km de extensão
865 m de altura acumulada
541 m de descida acumulada
994 m de elevação máxima
414 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Difícil
Duração: 6h18min

Etapa 2
Início: Rio Preto
Passa por: Olaria
Término: Lima Duarte
Atrativos: Montanhas, Pico do Pão de Angu, vilarejos e extinta malha ferroviária conhecida como Estrada dos Cortes
53,47 Km de extensão
563 m de altura acumulada
741 m de descida acumulada
1.243 m de elevação máxima
702 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Moderada
Duração: 5h

Etapa 3
Início: Lima Duarte
Passa por: Pedro Teixeira
Término: Bia Fortes
Atrativos: Rio do Peixe e rio Grão Mogol.
52,85 Km de extensão
1.018 m de altura acumulada
914 m de descida acumulada
920 m de elevação máxima
679 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Difícil
Duração: 2h23min

Etapa 4
Início: Bia Fortes
Passa por: Santa Rita de Ibitipoca
Término: Ibertioga
Atrativos: Pousada Fazenda da Serra e vilarejos.
45,73 Km de extensão
1.009 m de altura acumulada
809 m de descida acumulada
1.196 m de elevação máxima
782 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Moderada
Duração: 5h2min

Etapa 5
Início: Ibertioga
Término: Santana do Garambéu
Atrativos: Plantações de eucalipto, campos altimontanos e vilarejos
64,89 Km de extensão
1.543 m de altura acumulada
1.335 m de descida acumulada
1.259 m de elevação máxima
964 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Muito Difícil
Duração: 8h28min

Etapa 6
Início: Santana do Garambéu
Término: Bom Jardim de Minas
Atrativos: Caminhos do ouro, estradas de terra remanescentes do antigo Ramal Ferroviário Zona da Mata – Sul de Minas, Rio Grande, cachoeiras
63,72 Km de extensão
830 m de altura acumulada
881 m de descida acumulada
1.245 m de elevação máxima
898 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Difícil
Duração: 6h40min

Etapa 7
Início: Bom Jardim de Minas
Término: Santa Rita de Jacutinga
Atrativos: Montanhas, plantações de pinus e eucaliptos, cachoeiras Boqueirão da Mira e dos Meireles,
45,11 Km de extensão
1.186 m de altura acumulada
1.792 m de descida acumulada
1.358 m de elevação máxima
496 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Moderado
Duração: 4h58min

Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

Ainda de acordo com informações divulgadas pelo ministério, pelo circuito há pontos de apoio com pronto-socorro, oficinas de bicicleta, restaurantes, hospedagem, agências bancárias e outros comércios.
O roteiro é “autoguiado”, podendo ser percorrido sozinho ou em grupo. Para quem prefere contar com um apoio logístico de uma empresa “há duas operadoras (esta e esta) cadastradas”, completa Teixeira.

Texto: Gabriel Fialho (Ministério do Turismo) e Redação.

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